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Direitos Humanos / 21/05/2020


Nicole a futura Miss Brasil do Parlamento WPO.

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O sonho de uma criança diante da pandemia


VIOLÊNCIA DESCONTROLADA

O sonho de uma criança diante da pandemia

Deus trabalha de maneira surpreendente em relações aos seus filhos. Estava eu à frente do meu PC, desejoso de escrever outra matéria, outro artigo, outro poema, outra poesia, outro conto, seja lá o que fosse que pudesse representar o estado d’alma que me angustiava naquele momento difícil onde eu vinha cumprindo pena domiciliar imposta por uma série de erros, erros esses cuja autoria eu não reconhecia, me sentia obviamente INOCENTE. Porque na verdade a causa originou-se através da propagação do vírus conhecido por corona vírus – Covid-19, onde Decretos obrigavam a população brasileira não somente a minha pessoa que nenhum crime havia cometido, mas a todos, e da mesma forma que ninguém consegue salvar um naufrago sem se molhar, também eu, me encontrava assim aprisionado em meu próprio domicílio, vendo escorrer pelo ralo, o Inciso XV do Artigo 5º da Constituição da Republica Federativa do Brasil de 1988, isso mesmo, do meu Brasil, que nos dava o direito de Ir e Vir.

“ Art. 5º Todos são iguais perante a Lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e a propriedade nos termos seguintes: XV é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens “.

Por algum breve momento, pensei em escrever alguma coisa que expressasse o medo, o pavor, o inferno em que o meu País outrora lindo e risonho como sonhos primaveris, se tornara agora palco de desespero, de incerteza, de tristeza e de dor, cenário desolador de uma violência, física, mental e espiritual, e colocaria nesse singelo trabalho o título “ VIOLÊNCIA DESCONTROLADA “ e então fácil seria escrever sobre a realidade em que todos nós estamos vivenciando diuturnamente. Falaria sobre a violência sexual imposta às mulheres e crianças espalhadas por esses vinte e sete ( 27 ) Estados da Federação.

Violência contra os direitos humanos, violência contra os idosos, violência com os chamados “SEM TETO”, violência contra várias classes de trabalhadores honestos, explorados por Empregadores desonestos, violência pelo crime de racismo, violência disseminadas através das mídias sociais, dos rádios e das televisões, violência cometidas através dos vícios variados, das drogas lícitas e ilícitas que escraviza o corpo e alma, tornando os seus consumidores em verdadeiros zumbis e etc,etc.

Mergulhado nesses pensamentos, resolvi sair um pouco da frente do PC, respirar ar puro na calçada da minha humilde residência na ilusão de que tal dádiva de Deus continua existindo, sim, porque até com as dádivas de Deus dada de presente aos homens, a violência tenta destruir poluindo os mares, os rios, as florestas, o ar.

Em determinado momento, vislumbrei por trás de uma árvore frondosa uma velha acácia amarela, uma garotinha, cuja face demonstrava enorme tristeza d’alma, segurava uma bonequinha de pano, a guisa dos tempos antigos que lembrava as brincadeiras de nossas avós. Roupinha de chita, pés descalços, palidez na face, um pouco desnutrida, deixando transparecer inclusive a falta que lhe fazia a higiene pessoal. Movido por uma enorme compaixão dirigi-me a sua presença e travamos um inicio de diálogo, que logo percebi toda a carência efetiva.

Aos poucos desabrochava a confiança daquela meiga e sofrida criança conseguindo enxergar na minha pessoa a imagem paternal e o diálogo crescia em revelações. Aquela pobre alma curvava-se diante de inenarrável dor porque não conseguia entender o mundo dos adultos, em sua pouca idade, não conseguia entender porque lhe falara que ela não poderia ver seus pais, era perigoso, logo eles que a amava incondicionalmente, e que lugar era aquele onde eles estavam que ela não poderia entrar? Com muita dificuldade e prestando a atenção devida a cada lágrima que rolava daquele rosto ainda angelical pude perceber que falara do isolamento posto aos seus pais que contraíram uma doença terrível, cujo nome estranho, Coronavírus- Covid-19, não lhe fazia sentido, não compreendia na sua mente simples e em formação a extensão dessa complicação. O que entendia bem e isso sentia uma falta incontrolável era do amor, da presença carinhosa, do zelo demonstrado o tempo todo, do cuidado que tinham os seus genitores, como se cuidasse de uma pedra preciosa ou de um vaso de alabastro, o que de fato não era mentira, porque filhos, são herança de Deus.

Naquele momento consegui entender que aquela criança não tinha família, era apenas ela e seus pais e que agora encontrava-se sozinha perambulando pelas ruas, porque não conhecia a cidade e nem se lembrava onde morava e dessa forma encontrava-se a mercê da maldade humana, da volúpia dos estupradores e das ações sem limites dos psicopatas que agora contava com a liberdade a seu favor, liberdade essa, concedida dentro dos critérios da lei, critérios esses que obedecem o propósito infame imposto pelo Covid -19, sem ninguém e com fome e desesperada agarrava-se a sua bonequinha de pano e chorava muito, ao contrário das crianças embaladas pelo alto poder aquisitivo dos pais, da família, nesse período de pandemia, quase nada sofre, porque em casa encontram-se os seus afetos, cercados de carinho, alimento, divertimento e tudo que o mundo moderno é capaz de oferecer em termo de tecnologia. Ledo engano, basta observar que os valores estão invertidos em varias situações uma delas provocada por esse vírus infernal que obriga os marginais a usufruírem de liberdade e prende as crianças em casas e ou mansões numa quarentena sufocante e angustiante.

Consegui explicar em uma linguagem infantil, simples o que é esse monstro viral Covid-19 ajudando-a a compreender a causa e o efeito dessa pandemia, fazendo com que ela entendesse que seus pais jamais a abandonaria, mas, que foram forçados ao isolamento, porém que eles continuavam amando-a como sempre a amou. Desta feita mais calma, perguntei a ela qual seria o seu sonho diante dessa pandemia, nesse ínterim, já havia lanchado e ao nosso redor, sentavam-se duas outras crianças que escutavam mudas, completamente silenciosas aquela história narrada com imensa ternura, e começava ela narrando a falta que sentia de uma criança sua única amiga, linda, de boa família, abastada, tinha de quase tudo, roupas novas e maravilhosas, passeios, lazer, muito entretenimento, e que desfrutava de tecnologia como por exemplo, ar condicionado, smartphone, televisão no quarto de dormir, brinquedos de última geração, mas que sempre preferia trocar tudo isso para desfrutarem da companhia doce e angelical uma da outra e que ela narrava tudo com desenvoltura, embora insistia em dizer que não compreendia como sendo tão diferente, uma pobre e a outra rica, se davam tão bem e se amavam. Mas a verdade é que essa menina rica tinha quase tudo, porém não tinha a presença do pai, sentia falta dele, ouvia as outras crianças ricas comentando a cerca das brincadeiras compartilhadas com os pais e ela não. Até aquela criança pobre era feliz. Em suas indagações não encontrava resposta para tamanha ausência e por causa desse entendimento imaginava que o pai não a amava ou pior que ela não era digna do amor de seu pai. Sentia inveja daquela amiguinha pobre, mas que demonstrava possuir um tesouro consigo a presença marcante e amorosa de um pai. E agora somos todas obrigadas a permanecerem dentro de casa, não posso mais brincar com a minha amiguinha, não posso mais brincar e nem ver meus pais, não tenho quem cuide de mim, diferente da minha amiguinha. Nesse momento lembrei-me de me apresentar, alias já éramos amiguinhos, meu nome é Paulo, e o seu ? Maria. Que lindo nome Maria, agora deixa eu perguntar o nome de sua linda e angelical amiguinha que eu ainda não sei o nome dela, podes me dizer ? sim, respondeu ela, seu nome é NICOLE.

NICOLE, que nome bonito não é Maria ? Olha você vai me prometer que quando seus pais saírem do isolamento e essa pandemia cessar, você vai dizer para Nicole, que o pai dela a ama tanto quanto o seu lhe ama, mas que ele é muito ocupado e não conseguiu ainda um jeito de trabalhar menos para ficar com ela, Nicole, mas que um dia isso vai ser possível, e diga mais, diga a Nicole que ela é a menina dos olhos do senhor Celso, é o nome do pai dela, não é? Senhor Celso que você falou, pois bem dê esse recado a ela por mim, diga que ela é motivo de muito orgulho e amor do senhor Celso, assim como você é do seu pai. Maria, agora você vai acompanhar essa senhora que é do Conselho Tutelar, ela vai cuidar de você até a restauração da saúde de seus pais, a gente ainda vai se vê. Deus abençoe você e Nicole. Até mais Maria.

João Pessoa, 21 de maio de 2020.

Pastor Miranez Matias do Vale Paraíba Brasil.

Agente da WBI / WPO

Embaixador Celso Dias

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